Como foi a Corrida de Vicente Dudman

É muito fácil centar sentar o pau em uma corrida e não valorizar em nada o esforço da galera que tava lá ralando. É muito fácil falar da desorganização, da falta de estrutura e de tudo que envolveu a corrida. É muito fácil.Sem dúvida é! Quando a corrida atrasa, não tem uma largada organizada, falta água, tem confusão na entrega das medalhas de participação, um monte de políticos querendo aparecer, não tem funil de chegada, falta de staff, sem sinalização no trajeto, falta de segurança e mais uma porrada de coisas. Sim, fica fácil falar.

A viagem foi tranquila em ônibus fretado. Na retirada do número de peito, vi que fizeram o mesmo que foi feito em João Pessoa-PB, o uso de número de peito adesivo. Muito ruim. As blusas são de tecido sintécico sem aderência e ainda tem o suor e água do trajeto, assim não tem adesivo que segure. Ainda bem que distribuiram os broches (ou “alfinetes” como bateram o pé nossos amigos cariocas). Não teve camiseta.

Pouco antes do horário da largada, alguém disse que ia ser um pouco mais a frente de onde o povo tava concentrado. Então lá se vai o pessoal andando cerca de um quarteirão. Depois alguém diz que a largada era lá onde todos já estavam. Novamente lá se vem o povo andando.

A largada foi na base do “um, dois, e vai!”. Na verade o cara disse várias vezes que seria no “3”, mas ele acabou falando “vai!” e o povo ficou meio que com medo de largar. Houve largada para feminino e masculino.

Passamos um trecho na BR, o que não ficou lá muito seguro, pois não tinha nenhum batedor ou sinalização para orientar o trânsito. Dessa vez os motoristas deram uma trégua e não tentaram atropelar ninguém.

Alguns sobe e desce, buracos, calçamento fizeram parte do trajeto. Afinal, era uma corrida rústica.

No 4 km tinha a promessa de água, mas só haviam copos no chão. Como estava com aquela “dor de viado” não consegui abaixar para pegar algum copo que restasse água. Havia apenas esse posto de hidratação.

Na chegada, ficava a dúvida se já podia caminhar ou ainda tinha que correr, pois não tinha funil. Resolvi parar após entregar o segundo cartão de controle.

Uma cena de feira livre foi o que podemos encontrar na banca onde estavam as frutas para os atletas. Na verdade era mesmo um banca de feira e o local acho que era em frente ao mercado. Água? Sim, havia, mas da torneira. Por sorte, tinha água na minha squeeze que ficou com a minha esposa. Pois é, ela ainda tá com o joelho meio ruim e não pôde correr.

Todos ficavam se perguntando sobre a medalha de participação, mas ninguém havia visto as benditas.

Antes de entregarem os prêmios para os ganhadores, houveram muitos discursos e babação pra políticos e coisas do tipo.

Após a entrega dos prêmios, tome confusão para a entrega das medalhas de participação. Soube que teve gente que ficou sem medalha. Era um bate boca dos grandes. Pensei que o povo ia sair no tapa. O interessante era ver que tinha atleta que já havia pego a sua medalha, mas não sai de perto, só pra ficar gritando e inflamando mais ainda os ânimos.

Outro detalhe importante, o trajeto não era de 8 km, mas de 7.3 km segundo os GPS de algumas pessoas.

Após tudo isso, volta pra casa de ônibus. O problema no ônibus foi só quando alguém pediu para colocar um DVD de um pagodeiro mais que ultrapassado (não vale nem citar o nome).

Bom, sei que tinha o pessoal trabalhando e dando o melhor de si. Aguentando um bando de atletas que vem de longe pra correr e também encher o saco achando de são Hailes da vida. A questão foi que pecaram nos pontos onde dói um bocado.

Corredor de rua é ser humano, e o ser humano adora reclamar.

Até.

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Publicado em 2 de março de 2011, em Como foi... e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Vicente Dudman

    Sinto muito se a 5ª Corrida Rústica Vicente Dudman, não estava a altura dos grandes corredores que aqui vieram, mas foi o melhor que pude apresentar aos senhores naquele momento, infelismente tive que organizar tudo sozinho, não é fácil, peço até perdão pela desorganização. Não tenho ajuda de ninguém, nem mesmo de alguns atletas que aqui chegam e só reclamam. Mas sei que esse tipo de atleta é a minoria a grande maioria, vem com espírito de verdadeiro atleta. Quero agradecer aos atletas dessa equipe que participaram e com ajuda ou sem ajuda, no ano que vem, estaremos organizando mais uma corrida para todos. Mas com certeza alguns erros que cometemos nessa, na próxima não mais acontecerão. Um abraço a todos.
    Vicente Dudman!

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